Resultados


O Prêmio Territórios Educativos, iniciativa do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, e com patrocínio da Instituição de Ensino Superior Estácio, apresenta os dez projetos vencedores da primeira edição:


Mostra Cultural Itinerante - professor representante: Allan Gregolim

Centro de Memória COHAB Raposo Tavares – integrando escola e comunidade - professora representante: Andrea Rodrigues Leão

Construindo Viveiros de Infância - professora representante: Beatriz Garcia Costa

Migração: Por que e para quê? - professora representante: Carolina Lemos Roland

Bairro Educador - professora representante: Débora Lima Cornélio Silva

Exploradores da Cidade - professora representante: Edna Conceição Monteiro

TCA/TUTORIA - professora representante: Fátima Rosangela Gebin

“Eu Venho do Mundo”: Raízes Pankararu. Para conexões entre espaços territoriais daqui pra lá, de lá pra cá - professor representante: Leno Ricardo Vidinha de Freitas

História de Assombração para conhecer a cidade de São Paulo: entre fato e ficção - professora representante: Neila de Fátima Araújo

Aula Pública, uma forma de ocupação do espaço. Um dos princípios básicos do reconhecimento e ocupação do espaço - professor representante: Paulo Roberto Magalhães


Menção Honrosa

Piquenique Literário - professora representante: Núbia Ferreira Machado de Amorim


Conheça um pouco mais das experiências pedagógicas selecionadas pelo Prêmio Territórios Educativos 2016:




Mostra Cultural Itinerante | Allan Gregolim

EMEF Profª Caíra Alayde Alvarenga Medea

DRE Freguesia do Ó / Brasilândia


Versão itinerante da mostra cultural que integra o calendário escolar, envolvendo os ciclos do Ensino Fundamental, traz como tema as manifestações da cultura popular brasileira: coco de roda, maracatu, samba, ciranda, cacuriá, boi-bumbá e danças gaúchas trabalhadas em atividades interdisciplinares durante o ano pelos professores. Trata-se de um cortejo que sai pelas ruas do bairro e faz algumas paradas em pontos estratégicos (praças, ruas e casas) para apresentações dos grupos de alunos. Durante o cortejo, todos cantam, tocam, conversam sobre algumas questões e debatem problemas presentes na comunidade.





Centro de Memória COHAB Raposo Tavares – integrando escola e comunidade | Andrea Rodrigues Leão

EMEF Profª Maria Alice Borges Ghion

DRE Butantã


Centro de Memória que busca resgatar as memórias individuais e coletivas dos moradores a fim de valorizar e fortalecer a identidade local. Entre os anos de 2015 e 2016, também foram desenvolvidas atividades culturais e de revitalização dos espaços públicos, como o parque Juliana de Carvalho Torres e a praça central. Muitas aulas ocorreram no parque: leituras compartilhadas, contação de histórias, exposições, shows, entrevistas, levantamento da flora, oficinas de artesanato e pintura – atividades que envolveram a comunidade escolar e os moradores do entorno. O Centro de Memória contempla a participação de diferentes sujeitos do bairro: os alunos, lideranças políticas, entidades religiosas, pais, professores, todos participantes dos trabalhos de construção da própria história. O centro realiza a criação de redes de contato e trocas de saberes entre escola e bairro, numa confluência de ideias e diálogos que visam não só atender às necessidades da escola, mas também a relação desta com o bairro e vice-versa.





Construindo Viveiros de Infância | Beatriz Garcia Costa

EMEI Dona Leopoldina

DRE Pirituba / Jaraguá


Projeto político pedagógico da escola de educação infantil que tem como eixo a educação ambiental, a arte e a brincadeira. A experiência busca condições para a proposição de espaços educadores trabalhando com as relações indivíduo/escola/bairro/comunidade/bioma. A partir das diferentes visões, com mutirões, a escola constrói e ressignifica espaços educadores: sala verde, horta, composteira, minhocário, cisterna, pista de triciclos, parque sonoro, ateliês de arte e costura, espaços que buscam a interação e reflexão sobre relações entre as pessoas e o mundo. Além da ocupação sistemática do entorno: clube, praças, feira livre, ruas, restaurantes, museus etc.





Migração: Por que e para quê? | Carolina Lemos Roland

EMEF Paulo Prado - EJA

DRE Pirituba


Projeto desenvolvido com grupo de EJA (Educação de Jovens e Adultos), propõe um profundo mergulho sobre os fluxos migratórios a partir das histórias pessoais dos alunos sobre suas origens. A identidade individual e coletiva é trabalhada por meio de mapeamentos, em que os alunos compartilham memórias, tradições e aspectos culturais da sua terra natal e do lugar que atualmente habitam, problematizando o modo como vivem e as formas como se relacionam com esse espaço.





Bairro Educador | Debora Lima Cornélio Silva

CEI Geraldo Magela Peron

DRE Guaianases


O Projeto Bairro Educador é uma experiência pedagógica com o ensino infantil e traz em sua proposta a vivência dos bebês, em sua inteireza humana, como seres ativos, potentes, explorando e construindo conhecimentos nos diversos espaços educativos que os cercam: na própria escola, no bairro, por meio da integração desses diferentes espaços e com os diversos sujeitos: equipe educadora, as famílias e parceiros de diversas instituições. Neste entendimento da vida para além dos muros da escola, o projeto apresenta uma série de parcerias e articulações com as instituições e equipamentos culturais do entorno: Biblioteca Cora Coralina, em que a equipe da biblioteca realiza mediação de leitura com as crianças no CEI e nos dias que tem na programação da biblioteca (teatro, espetáculos de dança e música), as crianças do CEI se deslocam até a Biblioteca. Ou ações de mediação de leitura com as crianças do Ciclo Autoral e Interdisciplinar da EMEF Madre Joana que acontece no CEI. Além de visitas à feira do Bairro, visitas às praças do Bairro, visita ao Zoológico de Guarulhos, ao Museu de Ciências Naturais, Fábrica de Cultura da Cidade Tiradentes, visitas ao Setor de Jardinagem da PMSP de Guaianases.





Exploradores da Cidade | Edna Conceição Monteiro

EMEI GABRIEL PRESTES

DRE Ipiranga


O projeto consiste em explorar e utilizar os espaços e territórios da cidade como extensão do espaço escolar, contando com o protagonismo das crianças e a participação dos pais, da comunidade, dos educadores e das pessoas que fazem parte da cidade. Tem como fundamento a utilização da cidade como espaço integrador de conhecimento e participação social, contando com visitas e utilização de espaços e equipamentos públicos ou privados para o fazer educativo, permitindo o ingresso da criança no mundo social, colaborando na construção de seu papel de sujeito ativo e capaz de intervir na construção e reconstrução do mundo do qual faz parte. Está sendo desenvolvida para enriquecimento do currículo, integrando-o à vida e à cultura da cidade, bem como potencializador de uma educação integral de qualidade. Destina-se à educação infantil, embora possa ser estendida para as outras fases de ensino. Ela acontece conforme a demanda gerada nas rodas de conversa e a necessidade de exploração dos temas abordados na escola e de pessoas voluntárias da comunidade.





TCA/TUTORIA | Fátima Rosangela Gebin

EMEF Assad Abdala

DRE Penha


O TCA/Tutoria trabalha as questões sociais e políticas do entorno da escola. A aprendizagem extrapola o muro da escola com encontros realizados com subprefeito, Conseg, vereadores e a comunidade. Em 2016 a EMEF Assad Abdala está desenvolvendo três projetos: CDC Unileste, História do Jardim Maringá e Escadão, com interesse da melhoria desses locais. Foram muitas as ações realizadas, entre elas, a revitalização da praça Almir Colares, local escolhido pelos alunos por ser um lugar de passagem, sem iluminação e frequentada por usuários de drogas. Os alunos criaram várias frentes de ação através de grupos de trabalho: grupo da comunicação (responsável pela interlocução com os moradores por meio de panfletos explicativos sobre o projeto e entrevistas e por toda a parte midiática, como o contato com o jornal local); grupo social (responsável pela conversa com os vizinhos para saber se havia interesse na revitalização da praça e recolher assinaturas de autorizações); grupo da política (responsável pelo contato com subprefeitura e realização de reuniões com o subprefeito da Penha e reuniões do Conseg); grupo da matemática e geografia (responsável pelo estudo da praça, análise do solo para saber o que poderia ser plantado e confecção de maquete); grupo da arte (responsável pela pintura do muro e negociação com os pichadores), grupo da dança e da música (responsável pelas expressões artísticas do processo).





“Eu Venho do Mundo”: Raízes Pankararu / Para conexões entre espaços territoriais daqui pra lá, de lá pra cá | Leno Ricardo Vidinha de Freitas

EMEF José de Alcântara Machado Filho

DRE Butantã


Resgate das raízes indígenas Pankararu na EMEF José de Alcântara Machado Filho e na comunidade do Real Parque na qual a escola está inserida. O projeto problematiza a questão da identidade de índios urbanos propondo construir aproximações dos alunos com o universo cultural e simbólico da cultura Pankararu. Qual a influência dos índios na comunidade? Encontros enfatizaram elementos da natureza (raízes como mandioca, batata doce, inhame, cará, gengibre) e da cultura indígena (objetos artesanais, ornamentos, padrões e tipos de pinturas e obras de arte que se relacionam com essa questão). Também foram realizadas entrevistas com os índios urbanos moradores da comunidade, de modo a investigar a cultura Pankararu. Busca pela conexão entre a comunidade escolar do Real Parque e a Aldeia Brejo dos Padres em Pernambuco.





História de Assombração para conhecer a cidade de São Paulo: entre fato e ficção | Neila de Fátima Araújo

EMEF Paulo Freire

DRE Campo Limpo


A experiência pedagógica realizada com os alunos do Ciclo Autoral da EMEF Paulo Freire consiste na exploração da cidade de São Paulo a partir das lendas urbanas, relatos e histórias orais e escritas sobre terror e medo, adoradas e pedidas pelos alunos. A intenção é não só promover o encontro afetivo dos alunos com a cidade, mas aproximá-los da riqueza histórica que habita cada espaço onde essas lendas circulam. O projeto interdisciplinar envolveu professores de história, português, artes e sala de leitura que, depois de um processo de pesquisa sobre os lugares considerados mal-assombrados da cidade, partiram com os alunos para uma série de visitas pela cidade, como o Cemitério da Consolação, Teatro Municipal, Vale do Anhangabaú, Largo São Francisco, Edifício Martinelli, Catedral da Sé e Capela dos Aflitos.





Aula Pública, uma forma de ocupação do espaço. Um dos princípios básicos do reconhecimento e ocupação do espaço. | Paulo Roberto Magalhães

EMEF Duque de Caxias

DRE Ipiranga


A partir de uma rede de parcerias com coletivos de arte, empresas, ONGs, instituições culturais e articulações com a comunidade local, com os pais e com a gestão escolar, professor e alunos desencadeiam um processo de reconhecimento e ocupação do espaço público. Por meio de saídas regulares ao entorno, os alunos conheceram equipamentos culturais dos arredores da escola (como o Museu Catavento, Instalações temporárias do Sesc Parque Dom Pedro II, Sesc Carmo, Câmara Municipal de São Paulo, Centro Cultural Banco do Brasil e Caixa Cultural, Sala São Paulo, Museu da Imigração Japonesa, Centro de Gerenciamento do Metrô de São Paulo entre outros) e ocuparam a Vila Suíça, localizada no Glicério, para a realização de uma aula pública sobre a história do bairro.



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REALIZAÇÃO


Av.Brigadeiro Faria Lima, 201
Pinheiros - São Paulo - SP
CEP 05426-100